Que sobra de tanto bem-querer?

 

 Para aqueles que estando longe, mas em comunhão, ainda são capazes

do amor num rio de lágrimas, quando a emoção fala mais alto.
Aos Torrejanos, todos…
 
 
Oh rio cujas águas correndo mansas
Dessedentam as hortas onde o verde adeja…
E tu castelo de cujo promontório acenas e lanças
O grito do orgulho que em nós sobeja…
 
E vós campos vivos em desalinho,
Terras cor de fogo e figueirais,
Onde me achei gente e de caminho
Encontrei o sonho que não morre mais…
 
E ainda vós, oh vozes sonoras,
Chiadoiro de carroças e toque de sinos
Anúncio da festa ou dos finados…
 
Que é de vós, nestas inclementes horas?
Cerro todas as portadas aos desatinos
E o que escuto são apenas os vossos brados!
 
 
by Paulo César, em 12.Jun.2009, pelas 08h45
 
sinto-me: luminoso
publicado por Paulo César às 18:54